Desde 2006, quando o Brasileirão de pontos corridos passou a ter 20 clubes, esse cenário só aconteceu em 2008. Naquele ano, 44 pontos livraram da degola o Náutico, 16º colocado, no fim da disputa. No entanto, para o matemático Tristão Garcia, 46 pontos continuam sendo o mínimo necessário para fugir do rebaixamento neste ano, mesmo com tantos concorrentes com aproveitamento baixo.
Os 23 pontos do Criciúma fazem com que ele seja o lanterna com a maior pontuação a essa altura do campeonato desde 2006. Outro dado curioso envolvendo o Z-4 é que nunca a diferença entre o 17º e o 20º colocado foi tão pequena - somente dois pontos separam o Palmeiras do Criciúma.
- Isso mostra que este ano não temos nenhuma galinha morta, como o América-RN em 2007 ou o Náutico em 2013 - avaliou Tristão Garcia, que calcula 74% de risco de rebaixamento para o Criciúma, 65% para o Coritiba, 59% para o Vitória e 46% para o Palmeiras.
Ele cita Chapecoense 3 x 0 Atlético-PR como um jogo-chave da rodada passada na luta contra o Z-4.
- Se o Furacão tivesse vencido, estaria com 31 pontos, dois acima da média estipulada de 29 pontos, enquanto o time catarinense estaria no Z-4, com 24 pontos. O Flamengo conseguiu uma reação rápida e pouco provável na época, com cinco vitórias consecutivas. Agora temos que acompanhar que times terão força para repetir este desempenho e assim reduzir o risco de cair. O Fluminense, em 2009, conquistou 19 dos 21 pontos disputados nas últimas sete rodadas.
Se dividirmos as 24 rodadas do Brasileiro em três grupos de oito, é possível ter uma ideia de que times estão em evolução ou em queda. Dos oito principais candidatos ao rebaixamento, somente três tiveram um aproveitamento superior a 40% nos últimos oito jogos: Botafogo (42%), Bahia (46%) e Palmeiras (46%). O problema é que, mesmo se conseguirem esse percentual nas 14 rodadas restantes, podem ser rebaixados. O Alvinegro carioca, por exemplo, precisa de 48% para atingir 46 pontos.
Atuar em casa com o apoio da torcida, e de preferência contra um concorrente direto, poderá fazer a diferença. O Coritiba é o time que tem o cenário mais favorável neste caso: faz seis duelos contra equipes que brigam contra o Z-4, cinco deles em casa. Já o rival Atlético-PR disputará cinco jogos, mas apenas um com mando de campo seu. Chapecoense e Bahia também terão cinco duelos cada, sendo três em seus domínios. Botafogo, Palmeiras e Criciúma farão cinco partidas, mas só duas diante dos seus torcedores. O Vitória, por sua vez, fará quatro jogos, sendo três em casa.
Fonte: GE
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